quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Matéria da Revista Imagem Real do Hospital Português - Setembro/2011

Adeus ao Ronco



Resultado da vibração dos tecidos e estreitamentos localizados nas regiões da laringe, faringe e cavidade nasal, o ronco muitas vezes é causa de desconforto e constrangimento, tanto para quem o produz quanto para quem tem o sono interrompido pelo ruído alheio. O primeiro passo para encontrar a solução do problema – que tem cura – é investigar suas motivações com a ajuda de um especialista. “A depender da origem, o ronco pode ser tratado com dieta, medicações, mudanças nos hábitos de vida ou através de procedimentos cirúrgicos. A avaliação clínica é essencial para identificar a terapia mais adequada”, observa o Dr. Miguel Leal Andrade Neto, médico do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Português.
O especialista cita a hipertrofia de adenoide e amígdalas e a rinite alérgica como os principais responsáveis pelo surgimento do ronco na infância. Entre os adultos, ele aponta a obesidade e as patologias nasais como razões mais comuns. “Qualquer doença que acometa as estruturas nasais pode ocasionar o problema. As malformações craniofaciais também podem provocar o ruído e severos distúrbios respiratórios, tanto em adultos quanto em crianças”, diz o médico, advertindo que, muito mais que um transtorno social, o ronco pode representar o indício de problema de saúde grave.
É o que ocorre, por exemplo, quando o ruído está associado à parada respiratória devido a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS). A doença, crônica, atinge boa parte da população e pode ser fatal. “Nessa síndrome, o colapso das paredes da faringe durante o sono restringe o fluxo aéreo e produz vibrações de baixa frequência que constituem o ronco, seu principal sintoma”, explica o otorrinolaringologista. Por provocar alterações hemodinâmicas, neurológicas e comportamentais, ele lembra que a síndrome requer assistência multidisciplinar nas áreas de otorrinolaringologia e medicina do sono, para um diagnóstico preciso e acompanhamento adequado.   
Diferentes recursos auxiliam a combater a origem do ronco na atualidade. O tratamento clínico pode envolver mudança nos hábitos alimentares aliada à realização de atividade física, caso o sobrepeso ou a obesidade sejam a causa principal do problema. Correção da postura no momento do repouso, suspensão do consumo de bebidas alcóolicas, utilização de medicações tópicas nasais (em caso de rinite), entre outros artifícios para o tratamento da obstrução nasal, também fazem parte da terapia.
Nas situações em que é necessária a intervenção cirúrgica, o procedimento escolhido vai depender da patologia responsável pelo ruído. “Os tratamentos cirúrgicos são diversos e devem ser bastante individualizados”, adverte o Dr. Miguel Andrade. Alguns exemplos são as cirurgias nasais (septoplastia e turbinectomia), as operações na faringe (amigdalectomia e uvulopalatofaringoplastia) e ainda as intervenções ortognáticas que, segundo o especialista, apresentam excelentes resultados quando bem indicadas e executadas por profissionais experientes. “Existe também o dispositivo conhecido como CPAP, que trata não só o ronco como também a apnéia do sono e consiste na utilização de uma máscara para evitar o colabamento da faringe no período do repouso”, finaliza.

Onde tratar:
 Clínica OTORHINUS - Centro Médico Hospital Português Profissionais experientes e qualificados nas diversas áreas da Otorrinolaringologia podem ser consultados através da marcação pelo telefone 71 3507-3555.

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