terça-feira, 29 de novembro de 2011

Compromisso Social

A Clínica Otorhinus, ciente da sua responsabilidade social, passa a colaborar com a Creche Escola Frei Manuel e convida você a conhecer suas instalações e tornar-se também um incentivador desse belo projeto.



                                                http://www.amael.com.br/

sábado, 19 de novembro de 2011

Implante Coclear no Hospital Português





Atualmente os deficientes auditivos representam cerca de 10% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, segundo o IBGE, mais de 5.700.000 têm algum grau de surdez. Destes, cerca de 170.000 apresentam surdez em grau severo a profundo.

O implante coclear é a inserção de um dispositivo eletrônico, conhecido popularmente como ouvido biônico. Seu funcionamento difere do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI). Enquanto o AASI amplifica o som, o implante coclear fornece impulsos elétricos para a estimulação das fibras neurais remanescentes em diferentes regiões da cóclea, possibilitando ao paciente a capacidade de perceber o som.

É destinado àqueles pacientes com perda severa ou profunda bilateral, que não se beneficiam com os aparelhos de amplificação sonora convencionais, de acordo com alguns critérios de seleção.

O dispositivo consiste em dois tipos de componente: o interno e o externo.

O componente interno é inserido através do ato cirúrgico e é composto por uma antena interna com um imã, um receptor estimulador e um cabo com filamento de múltiplos eletrodos envolvido por um tubo de silicone fino e flexível. O componente externo é constituído por um microfone, um processador de fala, uma antena transmissora e cabos.
É posicionado, em média, trinta dias após a cirurgia, no momento da ativação do implante.

Todo o processo de audição inicia-se no momento em que o microfone presente no componente externo capta o som (como sinal acústico) e o transmite para o processador de fala. O processador de fala seleciona e codifica os elementos da fala, que serão enviados para a antena transmissora, onde é analisado e codificado em impulsos elétricos. Por meio de radiofreqüência, as informações são transmitidas através da pele (transcutaneamente) e captadas pelo receptor estimulador interno, que está sob a pele. O receptor estimulador contém um “chip” que converte os códigos em sinais elétricos e libera esses impulsos elétricos para os eletrodos inseridos na cóclea, programados separadamente para estimular fibras nervosas específicas nas várias regiões da mesma. A partir daí ocorre a interpretação da informação no cérebro e o usuário é capaz de experimentar a audição.

Na Bahia, é realizado pelo SUS no Hospital Santo Antônio das Obras Sociais Irmã Dulce.

A clínica OTORHINUS do Hospital Português possui profissionais especializados e capacitados para a realização desse procedimento.


Dr. Carlos Borba
OTORRINOLARINGOLOGISTA



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Matéria da Revista Imagem Real do Hospital Português - Novembro/2011

Perda auditiva pode ser controlada


A perda total ou parcial da audição é uma realidade enfrentada por quase seis milhões de brasileiros, segundo informações da Sociedade Brasileira de Otologia (SBO).  
O silêncio decorrente da evolução da doença impacta diretamente na qualidade de vida dessas pessoas, que compartilham dificuldades semelhantes no dia-a-dia. Redução da autoestima, isolamento e dificuldade de aprendizagem são alguns exemplos citados pela médica especialista em otologia clínica e cirúrgica do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Português, Dra. Loren Britto. “A perda auditiva pode afetar o desenvolvimento da fala e da linguagem prejudicando a comunicação, a interação social e os aspectos emocionais. Isto pode gerar isolamento, frustração, ansiedade e depressão”, observa, destacando que já é possível detectar o problema no início com ajuda da tecnologia, minimizando e/ou controlando os seus efeitos. 
Diferentes motivos podem originar a lesão auditiva: genéticos (congênitos ou não), infecções, tumores, envelhecimento, traumas, exposição a ruídos ou a substâncias químicas. O diagnóstico da causa do problema é feito pelo exame físico do ouvido, chamado de otoscopia, como explica a especialista. “Esse exame permite avaliar alterações no conduto auditivo e na membrana timpânica, como a presença de rolhas de cera, tumores, inflamações, perfurações timpânicas e corpos estranhos”. No Hospital Português a otoscopia é associada a procedimentos de última geração que avaliam com precisão o estado do aparelho auditivo. Exames audiológicos como o BERA, também chamado de audiometria de tronco cerebral, promovem uma análise minuciosa da via auditiva. O teste de emissões otoacústicas, mais conhecido como teste da orelhinha, que é obrigatório para todos os recém-nascidos, auxilia na detecção precoce da deficiência auditiva. Já a audiometria permite medir o grau e identificar o tipo de alteração no ouvido.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Matéria da Revista Imagem Real do Hospital Português - Setembro/2011

Adeus ao Ronco



Resultado da vibração dos tecidos e estreitamentos localizados nas regiões da laringe, faringe e cavidade nasal, o ronco muitas vezes é causa de desconforto e constrangimento, tanto para quem o produz quanto para quem tem o sono interrompido pelo ruído alheio. O primeiro passo para encontrar a solução do problema – que tem cura – é investigar suas motivações com a ajuda de um especialista. “A depender da origem, o ronco pode ser tratado com dieta, medicações, mudanças nos hábitos de vida ou através de procedimentos cirúrgicos. A avaliação clínica é essencial para identificar a terapia mais adequada”, observa o Dr. Miguel Leal Andrade Neto, médico do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Português.
O especialista cita a hipertrofia de adenoide e amígdalas e a rinite alérgica como os principais responsáveis pelo surgimento do ronco na infância. Entre os adultos, ele aponta a obesidade e as patologias nasais como razões mais comuns. “Qualquer doença que acometa as estruturas nasais pode ocasionar o problema. As malformações craniofaciais também podem provocar o ruído e severos distúrbios respiratórios, tanto em adultos quanto em crianças”, diz o médico, advertindo que, muito mais que um transtorno social, o ronco pode representar o indício de problema de saúde grave.
É o que ocorre, por exemplo, quando o ruído está associado à parada respiratória devido a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS). A doença, crônica, atinge boa parte da população e pode ser fatal. “Nessa síndrome, o colapso das paredes da faringe durante o sono restringe o fluxo aéreo e produz vibrações de baixa frequência que constituem o ronco, seu principal sintoma”, explica o otorrinolaringologista. Por provocar alterações hemodinâmicas, neurológicas e comportamentais, ele lembra que a síndrome requer assistência multidisciplinar nas áreas de otorrinolaringologia e medicina do sono, para um diagnóstico preciso e acompanhamento adequado.   
Diferentes recursos auxiliam a combater a origem do ronco na atualidade. O tratamento clínico pode envolver mudança nos hábitos alimentares aliada à realização de atividade física, caso o sobrepeso ou a obesidade sejam a causa principal do problema. Correção da postura no momento do repouso, suspensão do consumo de bebidas alcóolicas, utilização de medicações tópicas nasais (em caso de rinite), entre outros artifícios para o tratamento da obstrução nasal, também fazem parte da terapia.
Nas situações em que é necessária a intervenção cirúrgica, o procedimento escolhido vai depender da patologia responsável pelo ruído. “Os tratamentos cirúrgicos são diversos e devem ser bastante individualizados”, adverte o Dr. Miguel Andrade. Alguns exemplos são as cirurgias nasais (septoplastia e turbinectomia), as operações na faringe (amigdalectomia e uvulopalatofaringoplastia) e ainda as intervenções ortognáticas que, segundo o especialista, apresentam excelentes resultados quando bem indicadas e executadas por profissionais experientes. “Existe também o dispositivo conhecido como CPAP, que trata não só o ronco como também a apnéia do sono e consiste na utilização de uma máscara para evitar o colabamento da faringe no período do repouso”, finaliza.

Onde tratar:
 Clínica OTORHINUS - Centro Médico Hospital Português Profissionais experientes e qualificados nas diversas áreas da Otorrinolaringologia podem ser consultados através da marcação pelo telefone 71 3507-3555.