terça-feira, 8 de maio de 2012

Matéria da Revista Imagem Real do Hospital Português - Abril/2012


Saúde vocal


Entrevista com Dr. Miguel Leal Andrade Neto, Otorrinolaringologista do HP.

Importante meio de expressão, a voz transmite informações e sentimentos, sendo também uma ferramenta de trabalho para cantores, radialistas, professores, entre outros profissionais. O Dia Nacional da Voz, instituído em 16 de abril, chama a atenção para os cuidados necessários à preservação desse instrumento, especialmente diante de sintomas como rouquidão, pigarro constante e dor ao falar, que podem indicar problemas mais sérios. Confira mais informações na entrevista do especialista do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Português, Dr. Miguel Leal Andrade Neto!
1. De que maneira os problemas na laringe afetam a qualidade vocal?
A laringe é o principal órgão responsável por nossas características vocais, fazendo com que cada pessoa tenha uma voz única e particular. Qualquer mínima alteração que afete a laringe, principalmente as pregas vocais, pode causar grande prejuízo à nossa voz.
2. Quais doenças na laringe afetam mais os baianos?
Como bons festeiros que somos, temos a laringe afetada principalmente por patologias de origem viral, decorrentes da exposição a grandes aglomerações, como ocorre no Carnaval e no São João, por exemplo. Além disso, as laringites causadas por abuso vocal são comuns aos foliões, mas frequentes também nos profissionais da voz (cantores, professores, etc.).
3.  O Serviço de Otorrinolaringologia do HP oferece quais recursos para prevenir, diagnosticar e tratar essas doenças?
Nosso Serviço realiza exames de vídeo-laringoscopia em todos os pacientes que apresentem qualquer queixa relacionada ao aparelho vocal. É um exame de suma importância, já que permite visualizar diretamente toda a laringe e diagnosticar as mais discretas lesões vocais. Além disso, é um procedimento simples, onde utilizamos, quando necessário, apenas anestésico tópico em spray para o maior conforto do paciente. O Serviço dispõe ainda de profissionais capacitados para atender todo e qualquer tipo de patologia vocal, diagnosticar com precisão por exames complementares específicos, bem como orientar medidas preventivas e reabilitar pacientes com lesões já instaladas, seja através de procedimentos cirúrgicos ou através da fonoterapia.
4. Pigarro constante, rouquidão, cansaço vocal, dor ao falar podem evoluir ou indicar problemas mais sérios?
Sim. Podem denotar patologias importantes. Felizmente as principais doenças laríngeas são benignas: processos inflamatórios agudos, nódulos vocais, pólipos e cistos. Mas não podemos nos esquecer jamais do câncer de laringe, que é um tumor relativamente comum, passível de cura quando diagnosticado em seus estágios mais iniciais e que acomete principalmente os fumantes.
5. Quais sintomas na fala devem motivar a ida ao otorrinolaringologista?
Especialmente a rouquidão. Todo paciente que apresente esse sintoma por mais de 7 dias deve, obrigatoriamente, procurar um otorrinolaringologista para uma avaliação pormenorizada. Sintomas como dificuldade ou dor ao deglutir, dor ao falar, tosse crônica, sensação de "bolo na garganta" e pigarro devem também ser levados em consideração e avaliados por um otorrinolaringologista.
6. Qual a regularidade ideal para visitar esse especialista?
Para os indivíduos sem queixa, uma visita anual é suficiente. Os profissionais da voz devem ser avaliados ao menos duas vezes ao ano. E os pacientes que apresentem os sintomas descritos anteriormente devem prontamente procurar o otorrinolaringologista para uma consulta.
7. Quais situações ou hábitos devem ser evitados para preservar a saúde vocal?
Tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, café e refrigerante, exposição à poeira e gases industriais e a permanência em ambientes com temperaturas muito baixas e com pouca umidade podem causar prejuízo à nossa voz. Em contrapartida, o consumo de frutas e a ingesta de água são hábitos bastante saudáveis para a nossa laringe e que devem sempre ser estimulados.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Compromisso Social

A Clínica Otorhinus, ciente da sua responsabilidade social, passa a colaborar com a Creche Escola Frei Manuel e convida você a conhecer suas instalações e tornar-se também um incentivador desse belo projeto.



                                                http://www.amael.com.br/

sábado, 19 de novembro de 2011

Implante Coclear no Hospital Português





Atualmente os deficientes auditivos representam cerca de 10% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, segundo o IBGE, mais de 5.700.000 têm algum grau de surdez. Destes, cerca de 170.000 apresentam surdez em grau severo a profundo.

O implante coclear é a inserção de um dispositivo eletrônico, conhecido popularmente como ouvido biônico. Seu funcionamento difere do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI). Enquanto o AASI amplifica o som, o implante coclear fornece impulsos elétricos para a estimulação das fibras neurais remanescentes em diferentes regiões da cóclea, possibilitando ao paciente a capacidade de perceber o som.

É destinado àqueles pacientes com perda severa ou profunda bilateral, que não se beneficiam com os aparelhos de amplificação sonora convencionais, de acordo com alguns critérios de seleção.

O dispositivo consiste em dois tipos de componente: o interno e o externo.

O componente interno é inserido através do ato cirúrgico e é composto por uma antena interna com um imã, um receptor estimulador e um cabo com filamento de múltiplos eletrodos envolvido por um tubo de silicone fino e flexível. O componente externo é constituído por um microfone, um processador de fala, uma antena transmissora e cabos.
É posicionado, em média, trinta dias após a cirurgia, no momento da ativação do implante.

Todo o processo de audição inicia-se no momento em que o microfone presente no componente externo capta o som (como sinal acústico) e o transmite para o processador de fala. O processador de fala seleciona e codifica os elementos da fala, que serão enviados para a antena transmissora, onde é analisado e codificado em impulsos elétricos. Por meio de radiofreqüência, as informações são transmitidas através da pele (transcutaneamente) e captadas pelo receptor estimulador interno, que está sob a pele. O receptor estimulador contém um “chip” que converte os códigos em sinais elétricos e libera esses impulsos elétricos para os eletrodos inseridos na cóclea, programados separadamente para estimular fibras nervosas específicas nas várias regiões da mesma. A partir daí ocorre a interpretação da informação no cérebro e o usuário é capaz de experimentar a audição.

Na Bahia, é realizado pelo SUS no Hospital Santo Antônio das Obras Sociais Irmã Dulce.

A clínica OTORHINUS do Hospital Português possui profissionais especializados e capacitados para a realização desse procedimento.


Dr. Carlos Borba
OTORRINOLARINGOLOGISTA



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Matéria da Revista Imagem Real do Hospital Português - Novembro/2011

Perda auditiva pode ser controlada


A perda total ou parcial da audição é uma realidade enfrentada por quase seis milhões de brasileiros, segundo informações da Sociedade Brasileira de Otologia (SBO).  
O silêncio decorrente da evolução da doença impacta diretamente na qualidade de vida dessas pessoas, que compartilham dificuldades semelhantes no dia-a-dia. Redução da autoestima, isolamento e dificuldade de aprendizagem são alguns exemplos citados pela médica especialista em otologia clínica e cirúrgica do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Português, Dra. Loren Britto. “A perda auditiva pode afetar o desenvolvimento da fala e da linguagem prejudicando a comunicação, a interação social e os aspectos emocionais. Isto pode gerar isolamento, frustração, ansiedade e depressão”, observa, destacando que já é possível detectar o problema no início com ajuda da tecnologia, minimizando e/ou controlando os seus efeitos. 
Diferentes motivos podem originar a lesão auditiva: genéticos (congênitos ou não), infecções, tumores, envelhecimento, traumas, exposição a ruídos ou a substâncias químicas. O diagnóstico da causa do problema é feito pelo exame físico do ouvido, chamado de otoscopia, como explica a especialista. “Esse exame permite avaliar alterações no conduto auditivo e na membrana timpânica, como a presença de rolhas de cera, tumores, inflamações, perfurações timpânicas e corpos estranhos”. No Hospital Português a otoscopia é associada a procedimentos de última geração que avaliam com precisão o estado do aparelho auditivo. Exames audiológicos como o BERA, também chamado de audiometria de tronco cerebral, promovem uma análise minuciosa da via auditiva. O teste de emissões otoacústicas, mais conhecido como teste da orelhinha, que é obrigatório para todos os recém-nascidos, auxilia na detecção precoce da deficiência auditiva. Já a audiometria permite medir o grau e identificar o tipo de alteração no ouvido.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Matéria da Revista Imagem Real do Hospital Português - Setembro/2011

Adeus ao Ronco



Resultado da vibração dos tecidos e estreitamentos localizados nas regiões da laringe, faringe e cavidade nasal, o ronco muitas vezes é causa de desconforto e constrangimento, tanto para quem o produz quanto para quem tem o sono interrompido pelo ruído alheio. O primeiro passo para encontrar a solução do problema – que tem cura – é investigar suas motivações com a ajuda de um especialista. “A depender da origem, o ronco pode ser tratado com dieta, medicações, mudanças nos hábitos de vida ou através de procedimentos cirúrgicos. A avaliação clínica é essencial para identificar a terapia mais adequada”, observa o Dr. Miguel Leal Andrade Neto, médico do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Português.
O especialista cita a hipertrofia de adenoide e amígdalas e a rinite alérgica como os principais responsáveis pelo surgimento do ronco na infância. Entre os adultos, ele aponta a obesidade e as patologias nasais como razões mais comuns. “Qualquer doença que acometa as estruturas nasais pode ocasionar o problema. As malformações craniofaciais também podem provocar o ruído e severos distúrbios respiratórios, tanto em adultos quanto em crianças”, diz o médico, advertindo que, muito mais que um transtorno social, o ronco pode representar o indício de problema de saúde grave.
É o que ocorre, por exemplo, quando o ruído está associado à parada respiratória devido a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS). A doença, crônica, atinge boa parte da população e pode ser fatal. “Nessa síndrome, o colapso das paredes da faringe durante o sono restringe o fluxo aéreo e produz vibrações de baixa frequência que constituem o ronco, seu principal sintoma”, explica o otorrinolaringologista. Por provocar alterações hemodinâmicas, neurológicas e comportamentais, ele lembra que a síndrome requer assistência multidisciplinar nas áreas de otorrinolaringologia e medicina do sono, para um diagnóstico preciso e acompanhamento adequado.   
Diferentes recursos auxiliam a combater a origem do ronco na atualidade. O tratamento clínico pode envolver mudança nos hábitos alimentares aliada à realização de atividade física, caso o sobrepeso ou a obesidade sejam a causa principal do problema. Correção da postura no momento do repouso, suspensão do consumo de bebidas alcóolicas, utilização de medicações tópicas nasais (em caso de rinite), entre outros artifícios para o tratamento da obstrução nasal, também fazem parte da terapia.
Nas situações em que é necessária a intervenção cirúrgica, o procedimento escolhido vai depender da patologia responsável pelo ruído. “Os tratamentos cirúrgicos são diversos e devem ser bastante individualizados”, adverte o Dr. Miguel Andrade. Alguns exemplos são as cirurgias nasais (septoplastia e turbinectomia), as operações na faringe (amigdalectomia e uvulopalatofaringoplastia) e ainda as intervenções ortognáticas que, segundo o especialista, apresentam excelentes resultados quando bem indicadas e executadas por profissionais experientes. “Existe também o dispositivo conhecido como CPAP, que trata não só o ronco como também a apnéia do sono e consiste na utilização de uma máscara para evitar o colabamento da faringe no período do repouso”, finaliza.

Onde tratar:
 Clínica OTORHINUS - Centro Médico Hospital Português Profissionais experientes e qualificados nas diversas áreas da Otorrinolaringologia podem ser consultados através da marcação pelo telefone 71 3507-3555.